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A ABRE teve seu nascimento dentro de um contexto muito especial. A Associação Mundial de Psiquiatria lançou em 1999 um programa de combate ao estigma da esquizofrenia, Open The Doors, hoje em 20 países. Em 2001 o Brasil entrou neste programa através da Associação Brasileira de Psiquiatria e do PROESQ Programa de Esquizofrenia da UNIFESP, sob o nome de S.O.eSq. Serviço de Orientação Esquizofrenia. Desde seu início o S.O.eSq. teve a vocação de envolver em todas as suas atividades profissionais, familiares e portadores, gerando um novo campo de possibilidades para todos, através do protagonismo no combate ao estigma.
Ao final do ano de 2002, um grupo de familiares ligados ao S.O.eSq., a partir da constatação de que no existia uma associação brasileira que procurasse estruturar uma rede nacional voltada especificamente para esta doença, constituiu a ABRE.
Em 2005, procurando ter maior sinergia e devido sintonia de propósitos, a ABRE e o S.O.eSq. se fundiram numa só associação. |
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| NOSSA PROPOSTA |
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A ABRE nasceu com o propósito de ser uma associação em âmbito nacional. Sua missão é melhorar a qualidade de vida dos familiares e das pessoas que são afetadas pela esquizofrenia, lutando pelos seus direitos e procurando eliminar o estigma e a discriminação da doença na coletividade.
Desde sua fundação, a partir da compreensão que seria um grande desafio atuar em todo território nacional, privilegiou algumas linhas de ação que auxiliariam na consolidação de uma rede de associações em todo o país, que lidam com transtornos mentais severos, tais como:
Produzir uma literatura especializada sobre o que é a doença e suas formas de tratamento.
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Disseminar práticas bem sucedidas de outras associações.
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Incentivar a produção científica ligada ao estigma.
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Promover grupos de apoio e desenvolvimento do portador que permita gerar uma visão da doença do seu ponto de vista.
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Desenvolver estudos da legislação de forma a facilitar o entendimento e gerar estratégias de defesa dos direitos para as pessoas, profissionais e associações envolvidos com a doença.
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Atuar junto a alguns tipos de profissionais que têm importante papel na relação com os portadores, tais como: força pública, professores, operadores do direito, líderes religiosos, dentre outros.
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Representar os portadores e familiares na luta pelos seus direitos.
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Colaborar pela melhoria do atendimento público em saúde mental.
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Produzir vídeos de ampla divulgação.
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Acompanhar e combater mensagens estigmatizantes veiculadas pela mídia.
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Estabelecer parcerias com outras instituições em nível nacional e internacional.
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| NOSSOS VALORES |
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Desde sua formação a ABRE reuniu pessoas que possuíam algumas crenças comuns. A primeira delas fundamenta-se no princípio de que o ser humano é muito maior do que a doença e é na compreensão de suas forças e potenciais que podemos alcançar a melhoria de sua qualidade de vida. Para que esse caminho seja possível devemos também entender e aprender a respeitar a individualidade e diversidade do ser humano para possibilitar o estabelecimento de uma rede de cooperação em torno de causas comuns.
Uma organização sem fins lucrativos, por trabalhar com recursos de terceiros, tem que se pautar também pela ética, transparência em suas ações e muito profissionalismo na utilização desses recursos.
Como conseqüência acreditamos que o ser humano traz em sua história algumas características que para nós são as forças que nos movem nesta jornada: o acolhimento, a fraternidade e a solidariedade.
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